Notícias
História
Galeria
Locais de Interesse
Informações
Localização
Livro de visitas
Orgãos autárquicos
Informacão autárquica
Obras
Heráldica
Contactos
 
 
 
HISTÓRIA

Para se falar sobre o povoamento desta freguesia, temos que recuar a épocas muito antigas, nomeadamente ao Calcolítico (Povoado do Grail — cerca de 3 000 anos a. C.) e à Idade do Bronze (Citânia de Longa — cerca de 1 000 anos a. C.).

Longa tornou-se uma abadia medieval em 1321, cuja apresentação pertencia às dignidades capitulares, em alternativa com o Mosteiro de São Pedro das Águias, ou aos seus herdeiros. A partir do século XV, os cónegos, aproveitando a decadência dos institutos religiosos, aproveitaram-se de todo o exercício de nomeação do pároco.

      

D. Manuel I concedeu foral novo à vila e concelho de Longa em 15 de Fevereiro de 1514, renovando e aumentando os privilégios que já vinham de um foral anterior, provavelmente atribuído no reinado do monarca D. Sancho I. Neste foral quinhentista, D. Manuel atribuiu os maninhos ao concelho “com foro na terra”, ficando cada morador, que lavrasse com uma jugada de vacas, obrigado a pagar “doze alqueires”.

Em 1527, Longa era um pequeno concelho, sem qualquer termo, incorporado no couto de Leomil, estando o poder jurisdicional nas mãos dos Condes de Marialva. De acordo com o “Cadastro” do mesmo ano, a actual freguesia foi “vila” e sede de um pequeno concelho com “Juiz Ordinário, dois Vereadores, Procurador do Concelho, Escrivão da Câmara, Meirinho e Companhia de Ordenanças”.

      

O concelho foi extinto no ano de 1884, ficando Longa a pertencer ao concelho de São Cosmado que, por sua vez, foi extinto a 24 de Outubro de 1855. Depois da extinção do concelho de São Cosmado, Longa passou a integrar o concelho de Tabuaço.
Em 1839, a freguesia, pertencia à comarca de Lamego e, em 1852, à de Tabuaço, passando a integrar a comarca de Armamar em 1862 mas em 1889 voltou a pertencer à de Tabuaço novamente.

A paróquia desta freguesia é uma das mais antigas do concelho de Tabuaço, havendo já referências a esta no primeiro arrolamento paroquial do reino, datado de 1320 e 1321, no reinado de D. Dinis. A paróquia, então denominada de “S. Paio de Longa”, foi, nessa época, taxada em trinta libras. O direito de padroado pertenceu, no século XV, aos Condes de Marialva (Coutinhos), em 1527, no reinado de D. João III, à Coroa e ao Infante e, posteriormente, ao Convento das Águias. Nos inícios do século XVIII, era uma abadia da apresentação dos frades bernardos de Salzedas e do cabido da Sé de Lamego, passando para este último, apenas, em meados do mesmo século.

      

São Pelágio é o orago desta freguesia. Foi um dos mártires que, ainda nos nossos dias, é recordado pelo Cristianismo. Nascido na Galiza, foi entregue como refém aos mouros, quando tinha apenas treze anos. Abderramão III, emir mourisco, sentiu-se atraído pelo aspecto daquele menino e procurou seduzi-lo, mas Pelágio, indignado, respondeu: “Afasta-te, cão! Pensas por acaso que sou um dos teus efeminados lacaios?”. A vingança do emir foi terrível, tendo mandado cortar o jovem em pedaços, arrancar-lhe os braços e os pés e, finalmente, decapitá-lo. O corpo do mártir foi, depois, atirado a um rio.