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Acessível através da Estrada Municipal 514, Longa possui um vasto e rico património arqueológico e arquitectónico, o que, aliado à sua riqueza natural, fruto da sua localização geográfica, a torna numa freguesia belíssima, digna de uma visita mais atenta:

Igreja Matriz
ste templo, dedicado a São Pelágio, de arquitectura maneirista e barroca, está orientado no sentido canónico, ou seja, nascente/poente, desconhecendo-se a data precisa da sua edificação.

Trata-se de uma igreja de planta longitudinal, formada por uma nave única, capela-mor, sacristia e torre sineira recuada. Da primitiva igreja, construída, provavelmente, nos séculos XII e XIII, pouco resta.

A torre sineira, com características neoclássicas, é a mais alta do concelho e o lintel da porta que dá acesso à sua escadaria interior exibe a data de 1807, não se sabendo, ao certo, se esta data se refere à construção da torre ou à remodelação da igreja matriz.

No interior do templo, destaca-se a cobertura de madeira, em falsa abóbada de berço abatido, que ostenta oitenta e dois caixotões, com painéis pintados a representar os Apóstolos, vinte santos e cenas das vidas de Cristo e da Virgem Maria. O pavimento é composto por lajes graníticas, na capela-mor, e por lápides sepulcrais cobertas por piso de madeira, na nave. De salientar, igualmente, o coro alto, de madeira com balaustrada, bem como o sub-coro, onde, do lado da Epístola, se encontra um baptistério, revestido com azulejo padrão e com um registo, representando o Baptismo de Cristo.

A Igreja Matriz encerra, no seu interior, diversos altares, sobressaindo, do lado do Evangelho, o dedicado a Santo Isidoro, enquanto que, no lado da Epístola, evidencia-se o nicho de granito, anteriormente destinado a confessionário, onde se localiza uma imagem de madeira. A meio da nave, destaca-se o retábulo em honra do Menino Jesus, inserido em arco de cantaria de volta perfeita, composto por talha policromada e dourada, coroado por um par de “putti” no ático e um par de anjos, no remate superior do frontão curvo do altar. Sobressai, ainda, o nicho com a imagem do Sagrado Coração de Jesus e os dois altares em talha dourada e policromada, dedicados a Nossa Senhora do Rosário e a São José.

Na capela-mor, o tecto é composto por vinte e sete caixotões, contendo representações hagiográficas, sendo o piso elevado, a meio, por dois degraus, de forma a vencer o desnível. O retábulo, em talha dourada e policromada, é ladeado por quatro anjos tocheiros. O sacrário, em forma de tabernáculo, está decorado com sanefas e reposteiros em talha dourada, assim como com cabeças de anjos e dois “putti”. Sobre o sacrário, evidencia-se um “Agnus Dei” em talha policromada. Do lado da Epístola, destaca-se uma cadeira episcopal, em madeira de castanho, com braços e pernas de formas curvas, espaldar recortado e ondulado, rematado por concheado.

A comunicação com a sacristia é conseguida pelo lado do Evangelho, através de uma porta em madeira de castanho, de moldura simples.

Capela e Santuário de Nossa Senhora da Saúde
O culto a Nossa Senhora da Saúde iniciou-se nos séculos XVII e XVIII, na Capela de São Sebastião Mártir, mas só em 1930, com financiamento de Boaventura José de Carvalho, num terreno cedido pela família Gomes Leal, se construiu a capela destinada ao seu culto.

Esta ermida localiza-se num monte a este da povoação e, a sul, muito próximo do santuário, encontra-se a Capelinha da Senhora da Guia, assim como um nicho dedicado a São José.
A Capela de Nossa Senhora da Saúde, de arquitectura revivalista neoclássica, é composta por nave única e capela-mor, sobressaindo, no exterior, dois janelões rectangulares, sobrepujados por cornija, com avental geometrizado e com brincos, que ladeiam o portal principal.

No interior do templo, destaca-se, no lado do Evangelho, o púlpito de caixa quadrada, em madeira de castanho, com florões trabalhados, suportado por mísula e coluna cilíndrica, estriada, ambas em granito. O coro alto é formado por uma estrutura simples de madeira com balaustrada, suportado por duas colunas cilíndricas do mesmo material, pintadas a imitar marmoreados. No lado do Evangelho, evidencia-se, igualmente, uma placa de mármore, embutida no granito, com a seguinte inscrição:

“MANDADA EDIFICAR POR BOAVENTURA JOSÉ DE CARVALHO — 1930”.

Na capela-mor, elevada dois degraus, situa-se o retábulo em madeira de castanho, de grandes dimensões, de estilo neoclássico, centrado por trono com seis andares, com tribuna ladeada por duas colunas de ordem dórica, a que se sobrepõe um frontão curvo, rematado por concheado contracurvado. O nicho, onde se localiza o trono, encontra-se pontoado por estrelas douradas. O altar, em forma de urna, tem motivos fitomórficos insculpidos, tal como no sacrário, que é rematado por um “Agnus Dei”.

Capelinha da Senhora da Guia
sta ermida, de planta longitudinal, localiza-se junto à Capela de Nossa Senhora da Saúde e é composta por espaço único e disposição horizontal. O pórtico rectilíneo, de moldura simples, é ladeado por duas fenestrações verticais, em forma de losango.
No interior, sobressai a cobertura em vigamento de madeira e o pequeno altar formado por duas placas de betão, pintadas de branco, dispostas em níveis diferentes.

Capela de Santo António
Esta capela, de estilo maneirista, situa-se na Rua de Santo António, perto do cemitério, e detém uma planta longitudinal, de espaço único, destacando-se as fachadas em cantaria aparente em opus incertum. Pensa-se que a capela e o retábulo terão sido construídos nos séculos XVI e XVII, datando da segunda metade do século XVIII a inserção do frontal na estrutura retabular, bem como a decoração do pórtico principal.

O pórtico é rematado por frontão triangular, contracurvo e interrompido, centrado por vieira invertida, sobrepujada por óculo. A porta, de duas folhas decoradas com três rosetões cada, tem, na zona superior, painel com motivos fitomórficos.

No interior, destaca-se o altar, inserido em arco de volta perfeita, de cantaria, embutido na parede de granito, formado por retábulo, em talha dourada e policromada, de estilo maneirista, dividido em três eixos e ladeado por duas colunas coríntias, com frontal neoclássico, introduzido nos finais do século XVIII. O altar comporta duas tábuas quinhentistas com os retratos, de corpo inteiro, de São José e de São João Baptista, que ladeiam a imagem de Santo António, em pedra de ançã policromada, suportada por uma mísula.

Capela de Santo Isidoro
Esta ermida, edificada em 1673, conforme data inscrita no lintel do pórtico, situa-se na vertente de uma montanha, numa zona de interesse paisagístico e arqueológico, caracterizando-se pelo seu estilo seiscentista, de cariz vernáculo.

Trata-se de um templo de uma única nave, construído em aparelho de granito, constituído por pedras de média e pequena dimensão. A iluminação natural é conseguida através de uma janela de alçado lateral direito e de frestas que ladeiam o pórtico. O pórtico é de estrutura simples, com lintel que ostenta a gravação da data de 1673.

No seu interior, evidencia-se o retábulo em talha policromada, dividido em três eixos, sendo os laterais compostos por dois painéis representando duas santas e o nicho com a imagem de Santo Isidoro. O retábulo, em madeira policromada quinhentista, está assente num altar de granito coberto por cimento.

Capela de São Miguel
Esta capela, de estilo maneirista e barroco, foi construída, presumivelmente, no século XVII, datando do século XVIII a edificação do retábulo.

Localizada numa zona de grande interesse paisagístico e arqueológico, esta ermida, de planta longitudinal, com volume simples, possui um portal simples com entablamento sobrepujado por nicho, rematado por volutas, sendo ladeado por duas pequenas fenestrações quadrangulares, gradeadas e com moldura de cantaria.

No interior, evidencia-se a cobertura em falsa abóbada de berço abatido de madeira pintada, bem como o retábulo de grandes dimensões, em madeira policromada, de estilo rocaille, numa imitação de marmoreados. O nicho que contém a imagem de São Miguel é ladeado por duas colunas com capitéis coríntios. Um frontão curvo interrompido e centrado por um resplendor, contendo um coração, remata toda a estrutura.

Capela de São Sebastião
Este templo de estilo maneirista e o primitivo retábulo foram edificados, provavelmente, no século XVI ou no XVII, datando de 1898 a readaptação do altar e a colocação de novos elementos (púlpito, coro alto).

A Capela de São Sebastião, de planta longitudinal, de espaço único com coro alto, detém fachadas de cantaria aparente, na fachada principal, com opus incertum e rebocada nas restantes. As portas possuem elaborados florões que transbordam de jarros, bem como medalhões trabalhados em talha pintada de ocre. Nos remates das empenas, sobressaem cruzes flor-de-lisadas.

No interior do templo, há a destacar a cobertura com falsa abóbada de berço abatido, em madeira pintada, e o pavimento, subido um degrau, para vencer o desnível orográfico, que é composto por lajes de granito. No lado do Evangelho, evidencia-se o púlpito com bacia de cantaria, assente em mísula com grade em ferro forjado, com volutas exibindo a data de 1898. No lado da Epístola, por sua vez, destaca-se o portal com moldura simples de granito, coberta por moldura de madeira estriada, assim como o coro alto, em estrutura de madeira, suportado, lateralmente, por mísulas em granito, cobertas por madeira. O retábulo, de madeira policromada, de estilo neoclássico, com reaproveitamento de alguns elementos do rococó, encontra-se dividido em três eixos, por quatro colunas de capitéis coríntios e fustes marmoreados, com nicho central contendo a imagem de São Sebastião, resguardada por uma porta de vidro. As colunas exteriores do retábulo são rematadas por duas urnas. O sacrário é em forma de templete, com policromia a imitar marmoreados, sendo o altar-mor ladeado por duas maquinetas envidraçadas, circunscritas por colunas semelhantes às da estrutura retabular. Neste conjunto evidenciam-se, ainda, as imagens processionais de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos.

Pelourinho
Este símbolo da autonomia judicial e administrativa do antigo concelho de Longa foi erigido no século XVI, e esteve desmantelado até finais de 2004 quando foi reconstruido.

 

 

 

 

Casa da Antiga Câmara
Este antiquíssimo edifício, situado no Largo da Praça, foi construído no século XVI ou no século XVII, para aí funcionarem os Paços do Concelho, mas, em 1834, com a extinção do concelho de Longa, foi abandonado, tendo, no século XIX, sido adquirido por particulares, para funcionar como residência, com ampliação para norte.

Trata-se de uma casa de arquitectura renascentista e maneirista, com planta em L invertido e irregular, com três pisos, pintada de branco, com os vãos ostentando molduras de cantaria simples.

A fachada principal, voltada a sudeste, com pilastra no cunhal esquerdo, apresenta um pórtico de acesso à loja, na parte inferior, de moldura simples, actualmente pintada. O acesso ao pórtico principal é conseguido através de uma escadaria de cantaria lavrada, tendo, ao seu lado esquerdo, uma janela que se funde com o friso, sob a cornija saliente.

A fachada sudoeste, por outro lado, define-se por pilastras a que se sobrepõem gárgulas de canhão, sendo rasgada por janelas de sacada, com guardas de ferro forjado, em plano superior, apoiadas em mísulas volutadas. No terceiro piso, sobressai a varanda de sacada com guarda de ferro forjado, sendo o pano desse piso coberto por lousa, fruto de intervenção oitocentista.

No interior da casa, destacam-se os tectos de madeira pintada, bem como o corredor, no piso nobre, a todo o comprimento do imóvel, permitindo o acesso a todas as divisões, tendo, a meio, do lado esquerdo, uma escadaria em madeira, através da qual se acede ao terceiro piso.

Antigo Tribunal e Cadeia

O edifício onde, em tempos, funcionou o tribunal e a cadeia do antigo concelho de Longa é, actualmente, ocupado pela Junta de Freguesia.
Trata-se de um imóvel de estilo maneirista, com bancos de granito, no interior, a ladear algumas das janelas.

Casa do Abade
No Largo do Adro situa-se esta residência paroquial, construída entre os séculos XV e XVI e ampliada nos séculos XVIII e XX.

Trata-se de uma casa de dois pisos, de planta rectangular, adaptando-se ao desnível do terreno, rasgada por pórticos rectilíneos, tendo um deles moldura convexa. O andar inferior destina-se aos arrumos, sendo o superior o piso nobre.
Uma janela de estilo manuelino, orientada para o Passal, terreno agrícola, mostra que o edifício foi construído no século XVI.

No interior, sobressai um corredor que cria aposentos comunicantes, assim como os pisos de madeira corrida e os tectos com molduras de madeira pintada, a imitar marmoreados.

Casa Quinhentista da Rua do Outeiro
Este edifício data, provavelmente, do século XVI, caracterizando-se por possuir uma planta rectangular, irregular, de dois pisos.

A fachada principal é formada por uma escadaria exterior de oito degraus e por um alpendre, por onde se acede ao pórtico principal, de moldura simples. O piso térreo é composto por três portadas de moldura simples, enquanto que o segundo é formado por vão de janela de moldura simples, ladeado por duas mísulas, por uma janela de sacada, com guarda de ferro forjado, de moldura simples, e por dois vãos de janela.

No interior, no piso térreo, destaca-se a loja destinada aos arrumos e ao apoio à actividade agrícola. O piso superior é composto por várias divisões, das quais sobressai uma maior (salão), de forma rectangular, que possui cobertura octogonal em madeira de castanho e janela com conversadeiras de granito. Na parede interior da divisão, ao lado do pórtico de entrada da casa, encontra-se embutido um oratório de características manuelinas, de arco tribolado, assente em pequena sacada, com cornija saliente, com moldura exterior rematada por volutas, com estrelas de cinco pontas e florão central. Na parede oposta, vislumbra-se um lintel de vão interior, ostentando um elemento epigráfico com a seguinte inscrição:

“O L 7 5 4”

Casa dos Leões/Palacete dos Nunes de Sousa
Este edifício, também designado Palacete dos Nunes de Sousa, localiza-se na Rua Direita, possuindo uma planta rectangular irregular, de dois pisos.

Tem-se acesso à fachada principal através de um pátio fechado, guardado por um portal com pilares e muros de granito, bem como por portões e grades de ferro forjado. Sobre os pilares, encontram-se leões em cerâmica policromada. No lado norte, destaca-se um balcão avançado com guarda de ferro forjado, ao qual se acede por uma escadaria de granito, com guarda do mesmo material. No segundo piso, revestido por placas de ardósia, pintadas de branco, situam-se dois vãos, sendo um deles uma janela de moldura simples, com guarda de ferro forjado, desenvolvida em volutas, enquanto que o outro, correspondente ao pórtico principal, é de duas folhas, com moldura simples, coberta por madeira.
A fachada este é irregular e delimitada por pilastras graníticas, friso simplificado e cornija saliente, côncava.

A fachada sul, por sua vez, é delimitada por pilastras graníticas, friso simplificado e cornija saliente, côncava, tendo, no piso térreo, três vãos em granito, um de portada e dois horizontais, de pequenas dimensões e de moldura simples. A portada, com moldura, também ela, simples é rematada por dintel almofadado e centrado pela data de 1834, onde repousa a sacada de uma das janelas do segundo piso. No nível superior, três janelas de peitoril, com perfil rectilíneo, alternam com duas janelas de sacada, com guardas de ferro forjado.
A fachada oeste divide-se em dois panos, tendo, o do lado direito, piso térreo delimitado por elementos salientes, onde assenta o balcão da varanda superior. O segundo piso possui janelas em banda, de guilhotina, formando marquise.

No interior, sobressai um pequeno átrio que comunica, para ambos os lados, com dependências destinadas à habitação, assim como um corredor que percorre toda a habitação, dando acesso a várias divisões. Os pavimentos e os tectos são em madeira corrida, possuindo a cozinha uma escadaria em madeira, com balaustrada, por onde se tem acesso ao piso nobre.

Casa dos Pimentas
Este edifício, de planta rectangular, irregular, composta por dois corpos de três pisos (habitação e cozinha), situa-se na Rua de São Miguel.

A fachada principal está adossada, em dois terços, a outro imóvel, sendo o registo visível rematado por cornija saliente, côncava. Possui, ainda, dois vãos coincidentes, em cada um dos dois pisos. O portal principal caracteriza-se pela sua moldura simples, repousando, sobre o seu lintel, a janela de sacada do segundo piso, com guarda de ferro forjado. No lintel, encontra-se inscrita a data de 1898, ano da construção ou da ampliação do imóvel.
A fachada virada a norte é composta por dois panos de três pisos, rematados por cornija salienta côncava, com quebra na articulação dos dois corpos.

Na fachada voltada a oeste, de empena com cornija saliente, côncava, destacam-se os dois panos correspondentes ao corpo principal e ao da cozinha, com um vão de janela em cada e um pórtico no voltado a norte, acedendo ao balcão. No corpo principal, vislumbra-se uma janela de moldura simples com brincos e, ao seu lado, um pórtico, igualmente, de moldura simples. No terceiro piso, destaca-se uma janela de sacada com largo balcão, guardado por ferro forjado.

A fachada virada a sul, por seu lado, é rematada por cornija saliente, côncava, detendo variados vãos em alguns pisos.
No interior da casa, evidenciam-se as inúmeras divisões existentes em cada piso, servidas por corredores que percorrem longitudinalmente toda a habitação, permitindo o acesso a todas as divisões. Os pavimentos e os tectos são em madeira corrida, enquanto que todas as portadas interiores possuem embutidos de madeira. Para além destes aspectos, salienta-se, também, a escadaria de caracol, situada num local central da casa.

Casa Seiscentista da Rua Ferreira
Esta casa, edificada, provavelmente, entre os séculos XVII e XVIII, serviu de habitação à família Ferreira de Seixas.

A planta do imóvel é composta por dois corpos de forma quadrangular, irregulares, adossados e de dois pisos, detendo fachadas de cantaria aparente com juntas pintadas, com cobertura exterior com telhado de três águas.

A fachada principal, voltada a oeste, deita para um patim que serve, igualmente, outros dois edifícios de habitação, com dois planos diferenciados, rematados por friso simples e cornija saliente, côncava. Destaca-se, ainda, uma escada saliente adossada, em cantaria, com doze degraus, que dá acesso a um balcão suportado por uma coluna octogonal de granito, formando, inferiormente, um portal alpendrado, que permite o acesso à dependência onde se guardam as alfaias agrícolas. No segundo piso, o pórtico principal e uma das janelas detêm vãos de arco abatido.

No interior da casa, evidenciam-se as diversas divisões e o tecto da divisão maior, que exibe uma decoração policroma, com festões de sóbrios motivos florais, destacando-se, de igual forma, uma lareira de cantaria, com pequenos florões insculpidos.

Casa Oitocentista na Rua Direita
Esta casa, de planta quadrangular de dois pisos, detém um piso térreo em cantaria e o superior em madeira e tabique.

A fachada principal está voltada a oeste e dividida em dois planos, terminando o da direita em cornija saliente, definidora do balcão superior, possuindo vão de portada com moldura simples, com folha trabalhada em ferro forjado, resguardado por ferro na sua parte posterior. O registo à esquerda exibe um portal principal, de moldura simples, com lintel contendo losango, na horizontal, a rodear a inscrição com a data de 1818, provável ano de construção do edifício. O segundo piso possui uma varanda, ligeiramente, saliente, alpendrada com corpo habitacional recuado, centrado por um vão de porta, de moldura simples, sendo toda a estrutura em madeira e tabique.

A fachada sul é rasgada por dois vãos horizontais para iluminação interior, destacando-se o remate do balcão superior, com guardas de ferro forjado, terminando em aparelho de granito do lado este.

No interior do imóvel, evidenciam-se os pisos térreos lajeados, com escadaria de granito, em frente ao pórtico principal, formada por um lanço de escadas, seguido por um patamar, onde se sucedem outros dois divergentes, que permitem aceder ao piso habitacional.

Casa Oitocentista na Rua Boaventura José de Carvalho
Trata-se de uma casa que resulta da fusão de três edifícios de épocas diferentes, sendo dois deles de cariz vernáculo, anteriores ao século XIX, eventualmente seiscentistas, evoluindo o principal em dois pisos, composto por planta com a forma de L. Os dois edifícios mais antigos, do lado oeste, encontram-se ao nível das fundações da construção primitiva, mantendo-se, ainda, algumas pedras do imóvel anterior, facilmente reconhecidas pelo seu recorte irregular, no actual aparelho, e que terão sido reaproveitadas.

O corpo do edifício principal é rematado por cornija saliente, em papo de rola, sendo a fachada principal rasgada por cinco vãos, em cada um dos dois pisos, com correspondência entre eles, de moldura simples. O vão central do segundo piso caracteriza-se por deter uma janela de sacada, possuindo esta uma cornija trabalhada com dentilhão. No lintel do vão da janela, do lado direito, do piso térreo, vislumbra-se uma inscrição que representa o nome de quem terá mandado construir a casa (José da Glória Lopes), bem como a data em que as obras terão findado (1 de Julho de 1877):

“J G L — 1/7 1877”

As janelas são simples e de sacada, com guardas de ferro, sendo os vãos das fachadas este e sul simétricos, com correspondência entre os dois pisos.
No interior, notam-se as alterações provocadas pelas obras que se encontram a decorrer.

Chalet Oitocentista no Largo da Praça
Este chalet foi construído, na segunda metade do século XIX, sobre o exacto local onde se situava o poço do Largo da Praça. Ainda hoje, é possível observar o poço, no interior do piso térreo do corpo habitacional.

O edifício é formado por um corpo quadrangular de quatro pisos, adossado a outro, de menores dimensões, rectangular, de dois pisos, destinado a fins agrícolas.
A fachada principal do corpo habitacional, voltada a sul, tem um remate em empena, sendo precedido por um pequeno embasamento saliente, que vence o desnível. O piso térreo detém três pórticos rectilíneos, aos quais correspondem três janelas de moldura rectilínea, tendo a central uma janela de sacada, com guarda de ferro forjado. O último piso, ao nível da empena, tem janela de sacada, com guarda de ferro e bandeira inserida em moldura rematada por arco quebrado.

No interior do chalet, destacam-se os diversos compartimentos, divididos por paredes de tabique, tendo uma escadaria interior em madeira, que permite o acesso aos vários pisos.

Palacete da Rua Boaventura José de Carvalho
Este palacete foi construído no século XVIII e detém uma planta em L invertido, irregular, de três pisos, adossado a um edifício, pelo lado nordeste, e a dependências agrícolas, a este, formando um U com o corpo sul do imóvel.

A fachada principal, virada a sul, tem um pátio fechado que é guardado por um portal de granito e ferro forjado, constituído por pilares rematados por capitéis e ladeados por muro de cantaria. Uma escadaria de granito, com guarda de ferro, está adossada à dependência agrícola, o que permite o acesso ao patamar superior, onde se situam dois pórticos, que ligam ao piso nobre, e um que permite aceder à dependência agrícola do lado direito, bem como ao terreiro. O alçado sul, avançado, é formado por dois pisos, rasgando-se, no piso térreo, um portal largo de moldura simples. O segundo piso possui uma larga varanda recuada, que ocupa dois terços da fachada, sendo o alpendre suportado por mísulas trabalhadas com volutas e cornija. A varanda detém guarda de ferro forjado, rasgando, ao centro, uma portada de moldura simples com bandeira e arco abatido, com trabalho de caixilharia e pinázios a formar um jogo de torcidos e flores, sendo o vão rematado por florão em madeira, com folhas de metal.

O alçado voltado a oeste exibe um corpo rematado por cornija saliente em papo de rola, formado por dois pisos e mansarda que se eleva na parte norte, formando o terceiro piso.
A mansarda do alçado este é constituída por um corpo quadrangular, implantado numa parte da cobertura do edifício, sendo composta por paredes de tabique e cobertura de telhado de quatro águas. Os panos da mansarda são delimitados por pilastras e cornijas em madeira, rasgando-se três janelas de guilhotina, nos alçados norte e sul. Neste alçado este, encontra-se uma pequena fenestração horizontal, ao centro, enquanto que, no oeste, vislumbra-se um pórtico ladeado por duas janelas de moldura simples e uma janela de sacada recuada, com guarda de ferro forjado, ostentando, ao centro, a data de 1881, ano de uma provável ampliação ou reconstrução do imóvel.

Solar dos Ferreira de Seixas
Trata-se de um edifício maneirista e barroco, de dois pisos, com planta rectangular, que se situa no Largo do Páteo e que foi construído entre os séculos XVI e XVII.

A fachada principal, virada a sul, possui embasamento pintado e cornija saliente em papo de rola, sobre um friso de idêntico lavor. As pilastras laterais delimitam a fachada principal, rasgada por pórticos rectilíneos, no piso térreo, a que correspondem, no segundo piso, janelas de sacada de formas rectas, tendo pequenas consolas graníticas com guardas de ferro. A pedra de armas, picada, sobreposta por arquitrave com escudo cortado, parece deter, na partição inferior, uma flor de cardo, ladeada por um leão e um grifo, relativa à família Cardoso. Esta pedra de armas encontra-se inserida entre duas das janelas do piso nobre, tendo sido mandada picar, de acordo com a tradição oral, por Amadeu Cardoso, proprietário do solar, por não concordar com o dever de pagar imposto, pelo facto de possuir pedra de armas, no período da Implantação da República.

No interior, sobressai o espaçoso átrio lajeado, que abre para lojas e para a adega colaterais, permitindo, igualmente, o acesso ao segundo piso, através de uma escadaria lateral, de um lanço, com voluta de dupla espiral no seu arranque. No piso nobre, destacam-se os tectos de três dos salões, por serem constituídos por quatro panos, ligeiramente, sanqueados, partindo de cornijas salientes sobre frisos simples, sendo os cantos marcados por mísulas decoradas com folhas de acanto. Um destes salões tinha a função de capelania, em estilo rocaille de finais do século XVIII, daí que possua, numa das paredes, um oratório, ladeado por armários do mesmo estilo, com bancos corridos inseridos na parte avançada dos mesmos, ladeando o frontal do altar. O altar é formado por um nicho com frontão aberto, de linhas curvas e contracurvadas, interrompido e rematado por concheado. Salienta-se, ainda, o facto de todas as janelas interiores dos salões ostentarem conversadeiras de granito.

Citânia de Longa
Situa-se a cerca de 920 metros de altitude, no cume arredondado do escarpado Monte do Muro, num local de grande riqueza paisagística, estando classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto-Lei nº 26-A/92 de 1 de Junho.
A Citânia Longa mostra-nos vestígios de um povoado que remontará ao período Megalítico (finais da Idade do Bronze/Idade do Ferro).

O povoado, pela sua localização geográfica, está fortemente guardado por uma dupla cintura de muralhas, sendo a exterior mais possante, de aparelho não ciclópico, composto por lajes graníticas delgadas, apoiadas umas sobre as outras, nas suas faces maiores. As muralhas de faces exteriores estão inclinadas, diminuindo de espessura, da base para o topo. O aglomerado urbano de intramuros encontra-se protegido, no local de acesso mais fácil, por uma grossa muralha defensiva.

Neste lugar arqueológico, é possível vislumbrar restos de muros das habitações que se encontram a descoberto, em alguns locais.

Povoado Calcolítico do Grail
Trata-se de uma estação arqueológica do Calcolítico, situada a meia encosta, aproveitando pequenas plataformas e abrigos naturais sob as rochas. Neste local foram encontrados abundantes fragmentos de cerâmica, característicos das comunidades da Idade do Cobre, desta região.

Povoado do Monte-Rei
Pensa-se que este povoado remontará ao período da Alta Idade Média, tendo-se descoberto, no local, diversos vestígios de edificações em ruínas, bem como moinhos de água.

Povoado da Encosta do Muro e Mesinha do Redoiro
Os vestígios deste povoado, que se estendem entre os lugares de Quelha Escura, Antiga, Ninho do Corgo, Encosta do Muro e Redoiro, situam-se na encosta oeste e noroeste do Monte do Muro, remontando aos períodos da Idade do Ferro e da Alta Idade Média.

Neste local, vislumbram-se alguns muros das casas primitivas, de planta rectangular e de pequenas dimensões. Uma das edificações encontra-se isolada e destacada, o que permite avaliar a sua estrutura, com três divisões e paredes de um metro de espessura, adossada a grandes penedos que a protegem. O povoado é percorrido, longitudinalmente, por um caminho lajeado e murado, que termina perto de outro núcleo de estruturas muradas onde se destacam, em plataforma artificial plana, três grandes lajes de granito planamente afeiçoadas, de formas quadrangulares, com inscrições, nas faces superiores, e fossetes ou covinhas, dos lados. Na parte central do povoado, encontram-se dois fragmentos de mós manuais. O local é cercado por inscrições e fossetes, em lajes proeminentes.

Pensa-se que aqui teve assento a primitiva povoação de Longa, depois do abandono da Citânia.

Menir da Chã
Este menir foi, recentemente, descoberto e encontra-se tombado a, aproximadamente, duzentos metros da Citânia Longa, medindo seis metros de altura, o que o torna, actualmente, no mais alto menir de toda a região norte de Portugal.

Sítio Arqueológico do Cruzeiro do Alto da Quinta
Neste lugar sacralizado, situam-se estruturas edificadas, ainda em estudo, cuja utilização, neste momento, é desconhecida.

Caminhos Romanos/Medievais
Um pouco por toda a freguesia de Longa encontram-se vários vestígios de caminhos romanos, dos quais se destaca o caminho para Chavães. Trata-se de uma das mais belas calçadas antigas, pelo seu estado de conservação e, também, pela implantação do seu traçado, entroncando na via romana que, vinda de Arcos, passava por Longa e se dirigia para Granja do Tedo. Esta calçada é feita à base de lajes graníticas, de dimensões medianas.